Soteldo é o novo Tatoo da “Vila da Fantasia”!
![](https://blogmiltonneves.uol.com.br/wp-content/uploads/2021/01/soteldo-tatoo.jpg)
Fotos: Ivan Storti/Santos FC e Divulgação
O futebol mundial passou a valorizar nos últimos anos jogadores altos e fortes, estilo Adriano Imperador, e a deixar meio que de lado os baixinhos e franzinos habilidosos.
"O esporte bretão está cada dia mais físico, então não adianta ter grande habilidade com a bola nos pés se não 'aguentar o tranco' em uma dividida com um zagueirão rival", defendem por aí.
Mas existem jogadores tão bons com a redonda nos pés que nem mesmo a baixa estatura conseguiu impedir que eles virassem grandes estrelas do futebol moderno.
O exemplo mais óbvio, claro, é o de Lionel Messi, que consegue entortar as colunas dos gigantes zagueiros do mundo com apenas 1,70m.
A seleção francesa teve recentemente também um brilhante jogador bem baixinho, chamado Mathieu Valbuena, que apavorava os defensores rivais mesmo tento apenas 1,67m.
E não é que aqui no Brasil temos também um baixinho extremamente habilidoso deixando a zagueirada perdida?
Estou falando, obviamente, do incrível venezuelano Yeferson Soteldo, do Santos, que desfila toda a sua categoria nos gramados sul-americanos mesmo tendo apenas… 1,60m!!!
Incrível, não é mesmo?
Por isso que o cabeludíssimo Mauro Beting sempre fez questão de lembrar que "os melhores perfumes estão nos menores frascos".
Mas, brincadeiras à parte e falando muito sério, Soteldo está jogando tanta bola que já começa ameaçar até o seu companheiro Marinho na disputada pelo título de "Rei da América".
Sim, minha gente, se ele continuar arrebentando e brilhar também contra o Palmeiras na final da Libertadores, fatalmente ele será considerado o melhor jogador do continente nesta temporada.
Por isso do trocadilho na manchete deste post.
É que, assim como Tattoo fazia na "Ilha da Fantasia", Soteldo também está ajudando a realizar os desejos mais impossíveis dos torcedores do Santos nesta temporada na "Vila das Fantasias".
Essa foi boooooooaaa!
E, sobre Tattoo, leiam abaixo a crônica que publiquei anos atrás na "Placar" e no "Agora S. Paulo".
EU NÃO MATEI O TATTOO!
E o Tattoo da Ilha da Fantasia?
Hervé Villechaize (1943 – 1993), o Tattoo, eu vi só uma vez na vida.
Hospedado (em 24 prestações) com minha esposa e meus filhos em um só aposento do Hotel Dolphin (Flórida), na Disney, desci ao enorme saguão, cheio de lojas, para comprar umas camisetas porque "as do dia" estavam secando no improvisado varal do quarto apertado.
Desci e logo vi um certo aglomerado de uns 25 falantes turistas canadenses fotografando "o nada".
Intrigado, dei de mansinho uma "pescoçada" e vi o anão Tattoo, de cabeça branquinha, branquinha, no "fundo da rodinha".
E olhei com tanto fervor e admiração que, toda vez que rapidamente os nossos olhares se cruzavam, notei que ele foi ficando irritado.
Na sétima ou oitava olhada dele pra cima, o saudoso Tattoo jogou papéis e caneta no chão, afastou uns três ou quatro turistas e, feito um gato acuado, destrambelhou a me xingar de todos os nomes e jeitos.
Monoglota, não entendia nada, mas com seus "I'm not a monkey, damn it!" e "Up your ass!", saquei que não agradei ao gigante do cinema.
O que me intriga até hoje é que, 33 dias depois da descompostura pública que levei, o Tattoo… se matou!
Mas não foi culpa minha.
Acho…
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