PUBLICIDADE
Topo

Goleiro não foi feito para jogar na linha

Milton Neves

30/10/2020 04h00

Assim como o futebol como um todo, a posição de goleiro também evoluiu.

Antes, o camisa 1 jogava sem luvas, com joelheiras, alguns com cotoveleiras ou até mesmo com boinas.

Hoje o "fardamento" do arqueiro é mais leve, poucos usam calças e todos utilizam luvas.

Antigamente, os guarda-redes também ficavam plantados debaixo do travessão.

No futebol moderno, é claro, eles aprenderam a sair da pequena área para bloquear as investidas dos atacantes e para interceptar cruzamentos.

Mas existe uma "evolução" da posição que me irrita profundamente: a insistência dos nossos técnicos de que os goleiros joguem com os pés ou até mesmo armem jogadas.

E aponta o seríssimo instituto "Data-Zaidan" que, a cada 10 saídas de bola de arqueiros com os pés, em 4,97 das vezes sai o gol do adversário.

E isso é claro, meu povo.

Se o goleiro fosse bom com os pés, ele jamais escolheria jogar com a camisa 1.

Preferiria a 9, a 11, a 7 ou até mesmo a 5.

E esse é um dos defeitos do genial técnico Jorge Sampaoli, que "rifou" Vanderlei do Santos porque ele não sabia sair jogando, enquanto Everson, que hoje o acompanha no Galo, foi promovido e virou seu queridinho por ter, sim, certa habilidade.

E sabem dois nomes que concordam comigo neste debate?

Simplesmente Emerson Leão e Marcos, dois dos maiores goleiros da história da bola.

E absolutamente nada contra time que sai desde a defesa tocando bola, sem bicão e abrindo espaços na retaguarda do rival.

Mas desde que não passem a pelota para o goleiro, que nasceu para evitar com as mãos que a bola entre no retângulo chamado gol.

E só!

Opine!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.