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Mirem-se em Flávio Cavalcanti e não tratem intervalo comercial como inimigo

Milton Neves

16/10/2020 17h18

Os mais jovens não devem saber, mas, nos anos 70, Flávio Cavalcanti apresentava na TV Tupi um programa polêmico e líder de audiência que levava o seu nome.

E sempre me chamava a atenção a classe com a qual o jornalista carioca, que posteriormente trabalhou na Bandeirantes e no SBT, anunciava o intervalo.

"Nossos comerciais, por favor".

Simples, curto, direto e respeitoso.

Isso, claro, porque Flávio Cavalcanti sabia muito bem da importância do intervalo comercial para a realização de seu programa, manutenção dos funcionários da TV Tupi e, claro, pagamento de seu salário todo o mês.

Mas não é que agora nós vemos muitos apresentadores desdenhando e esnobando os parceiros de sua empregadora?

Quando dos breaks, eles estão falando quase que da seguinte forma:

"Olha, não saia daí que está vindo um monte de 'trolha'. Mas a gente já vai voltar depois desses malas".

Não pode, gente!

Não pode tratar assim quem garante o funcionamento da emissora, a manutenção dos empregos de seus colegas e o pagamento de seu salário.

Nós temos que respeitar os nossos parceiros!

O intervalo comercial é tão importante para a mídia de rádio, jornal, TV e internet quanto a água é para o peixe.

Logo, as empresas que anunciam nos veículos não podem ser tratadas como inimigas ou como se estivessem atrapalhando o andamento dos programas.

Pelo contrário, sem elas os programas não existiriam!

Victor Civita, fundador da Editora Abril, já dizia: "Eu valorizo a publicidade porque, sem ela, seria impossível manter em minhas redações os nomes importantes que fazem as melhores revistas do Brasil".

E também é um erro anunciar que vem aí "um intervalo curtinho".

Afinal, programa bom tem intervalo longo, com muitos anunciantes fortes, que garantem a qualidade da atração que está sendo apresentada.

Portanto, moçada, chega de desrespeitar os anunciantes de sua emissora de rádio ou de TV.

Mirem-se no exemplo do grande Flávio Cavalcanti.

E lembrem-se sempre que a publicidade não foi, não é e nunca será inimiga de nossos programas ou de nossas emissoras.

Ela é, sim, o oxigênio de nossos veículos de comunicação.

Opine!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.