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O Bota pode não ser o mais tradicional do país, mas ainda é o maior do Rio

Milton Neves

11/07/2020 04h00

É muito bom ver o Botafogo ganhando manchetes internacionais com as contratações de grandes nomes do futebol mundial, como o japonês Honda e o marfinense Salomon Kalou.

São jogadores, claro, que já não vivem os melhores momentos de suas carreiras.

Mas, na atual fase do futebol brasileiro, bananeira que já deu cacho pode ainda alimentar muitos de nossos clubes.

E gostei das palavras de Kalou quando de sua apresentação pelas redes sociais do Glorioso.

"Estou muito feliz com a chance de jogar pelo Botafogo. Botafogo é legião. É o clube mais tradicional do Brasil"

Assim, ele provou que realmente conhece o clube que mais ajudou a seleção brasileira em sua história.

Bom, mas o Botafogo é realmente o clube mais tradicional do nosso futebol?

Discutível…

Eu, por exemplo, considero o Santos, que teve nos anos 60 simplesmente o time mais fantástico da história do futebol mundial.

Mas não dá para dizer também que a afirmação do marfinense esteja errada.

O que não dá para discutir mesmo é que, mesmo após tantos anos de péssimas administrações, o Botafogo segue sendo o maior do Rio.

E por que defendo tanto isso nas minhas tribunas?

O motivo é simples: sem o Fogão, o futebol brasileiro não teria chegado tão longe em sua história.

Sim, sem o Botafogo, o Brasil não teria vencido as suas três primeiras Copas (1958, 1962 e 1970).

Duvida?

Então veja a comparação entre contribuições do Fogão e do Flamengo, escolhido por mim aleatoriamente, nas primeiras três Copas vencidas pelo Brasil:

Em 1958, Vicente Feola levou para a Suécia três botafoguenses e quatro flamenguistas.

Aqui, a questão é que os três atletas do Glorioso eram titulares fundamentais (Garrincha, Didi e Nilton Santos), enquanto o único rubro-negro do time principal era Zagallo (que sempre foi Botafogo até a medula)

Em 1962 a situação já é mais acentuada.

Com Pelé fora de batalha, o Botafogo cedeu nada menos do que cinco TITULARES (Nilton Santos, Didi, Garrincha, Zagallo e Amarildo), enquanto o Flamengo não teve nenhum jogador convocado para o Mundial.

Ou seja, esse título de 1962 vocês podem colocar em 91,4% na conta do Fogão!

Em 1970, o placar ficou em 3 a 1 para o Botafogo contra o Flamengo.

O Glorioso cedeu Jairzinho (único jogador a marcar gol em todas as partidas de uma edição de Copa), Paulo Cezar Caju e Roberto Miranda, enquanto Brito, vascaíno que por acaso à época estava no Flamengo, foi o único rubro-negro chamado.

Bom, e agora, foi possível entender quanto o Botafogo é mais importante que os demais cariocas para o futebol brasileiro ou eu preciso desenhar?

Logo, o Fogão continua sendo o maior do Rio, mesmo patinando há anos em nossos campeonatos.

Concorda?

Opine!

Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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