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Como o Santos impediu que a Inter montasse o maior time da história

Milton Neves

26/06/2020 11h02

"Nos momentos de decisão que o seu destino é traçado", já dizia o grande filósofo e poeta Mauro Alexandre Beting.

E por acaso vocês já pararam para imaginar o que seria do Santos sem Pelé?

Pois é, e saibam que o Rei só permaneceu na Vila Belmiro graças ao pulso firme do lendário cartola Athiê Jorge Cury.

As suas sábias decisões no final dos anos 50 fizeram com que o Santos se tornasse o maior time do mundo temporadas mais tarde.

É que, após a Copa de 1958, o jovem Pelé foi fortemente assediado por times europeus, como Real Madrid, Juventus e Inter de Milão.

A imprensa da época soprava no ouvido do cartola:

"Venda o menino, Athiê. Com o dinheiro oferecido pelos europeus o Peixe poderá contratar três times e provavelmente encontrará mais uns quatro Pelés por aí".

Mas Athiê, em vez de dar ouvidos aos jornalistas, escutou as pessoas certas, que compunham sua comissão técnica, e segurou o jovem que se tornou na Vila Belmiro simplesmente o maior atleta de todos os tempos.

E saibam que nesta sexta-feira faz exatamente 61 anos que a Inter de Milão viu bem de perto o que deixou de ganhar ao não conseguir concretizar a contratação de Pelé.

No último jogo do Torneio de Valência de 1959, o Peixe deu uma de Alemanha-2014 e massacrou a Internazionale pelo placar de 7 a 1.

Mas o impressionante mesmo foi que Pelé, que não marcou nenhum gol no primeiro tempo do duelo, chegou aos 24 minutos da etapa complementar com simplesmente quatro tentos anotados.

Já imaginaram o que se passava pelas cabeças dos cartolas da Inter a cada gol do Rei?

Ou seja, há 61 anos, na Espanha, a Inter de Milão teve a certeza que o ainda "modesto" Santos, ao segurar Pelé, tinha impedido que ela formasse na Itália a maior equipe de futebol do mundo em todos os tempos.

Posto que também poderia ter sido do Real Madrid ou da Juventus, se um dos clubes tivessem conseguido a contratação do Rei.

Mas esse "título" foi, é e sempre será do Santos FC dos anos 60!

Graças ao "cabeça dura" Athiê Jorge Cury.

Deus te pague aí no céu, Athiê!

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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