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Os cinco melhores cartolas do futebol brasileiro

Milton Neves

19/06/2020 04h00

Está aí uma lista complicada de ser feita, hein?

Afinal de contas, como tivemos péssimos dirigentes na história do esporte brasileiro.

Muitos deles, além de ruins, gatunos, lesando profundamente os clubes que diziam amar ou as entidades comandadas por eles.

Bom, mas é claro que tivemos também na história do futebol bons e ótimos cartolas.

E os melhores que eu acompanhei de perto você confere na lista abaixo:

5º – Laudo Natel

Morre Laudo Natel, que dá nome à rodoviária de Rio Preto

O maior são-paulino de todos, que morreu há um mês, foi um dos responsáveis pela construção do Morumbi. Mas engana-se quem diz que ele "deu" o estádio ao São Paulo. Foi uma doação particular por parte da Imobiliária Aricanduva, presidida por João Jorge Saad, corintiano, que estava investindo na região onde fica o Grupo Bandeirantes, até então uma área praticamente rural.

4º – Vicente Matheus

O folclórico cartola corintiano sempre foi exemplo de honestidade e amor ao clube do Parque São Jorge. Não fosse por ele, o Timão poderia muito bem ter "sumido" durantes os 23 anos sem títulos.

3º – Athié Jorge Cury

Athiê simplesmente foi o responsável por levar para a Vila Belmiro as peças necessárias para que Lula conseguisse montar o maior time da história do futebol. Além disso, em 1959, contrariando toda a imprensa paulista, não aceitou vender Pelé para a Juventus ou para o Real Madrid por 1 milhão de dólares. Já imaginaram o arrependimento se ele tivesse dado ouvidos os jornalistas e vendido o Rei do Futebol por essa "fortuna"?

2º – Fábio André Koff

Fábio Koff foi gigante no Grêmio, no "Clube dos 13" e na vida. Homem reto que por 15 anos mandou nos clubes brasileiros sem jamais privilegiar o seu Tricolor ou o seu bolso. Koff morreu em 2018 e deixou a "cartolada" a pé, sem seguidores à altura.

1º – Paulo Machado de Carvalho

O Marechal da Vitória foi maravilhoso em 1958 e, em 1962, foi tão importante nos bastidores quanto Mané e Amarildo no campo. Em 1966, por pura inveja, João Havelange o tirou e o Brasil, completamente desorganizado com "mil" jogadores em pré-lista confusa e com uma delegação que não parecia falar a mesma língua, passou vergonha na Inglaterra.

Agora é a sua vez, amigo internauta.

Faça você também a sua lista dos cinco melhores cartolas do futebol brasileiro.

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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