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Derrota do Brasil em 1982 passa longe de ser maior injustiça das Copas

Milton Neves

28/05/2020 04h00

Foto: CBF

Existem no esporte brasileiro certos times ou pessoas que parecem blindados de toda e qualquer crítica.

Por exemplo, tempos atrás, escrevi aqui que considero Senna um dos grandes heróis do esporte nacional.

Mas que, para mim, Nelson Piquet foi melhor do que ele.

Puxa, parecia que eu tinha ofendido as mães de muitos internautas, extremamente revoltados nos comentários.

E hoje vou dar mais uma opinião impopular sobre outro "queridinho" dos amantes do esporte de nosso país: o Brasil de 1982.

Bom, primeiramente eu gosto sempre de frisar que seleção boa é a que ganha Copa.

Não adianta nada jogar bonito, encantar a todos e voltar do Mundial com as mãos abanando.

Por isso, para mim, o escrete canarinho de 1994 vale muito mais do que o selecionado de 1982, que não chegou nem às semifinais da Copa da Espanha.

Bom, e eu não concordo com um comentário muito comum que corre por aí de que a derrota da seleção para a Itália no Sarriá foi "a maior injustiça da história do futebol".

Ora, pois saibam que não foi nem a maior da história das Copas.

Sim, porque a maior injustiça da história dos Mundiais foi a Holanda de 1974, que chegou à final e, por puro azar, deixou a taça escapar para o frio time da Alemanha.

A segunda maior foi a Hungria de 1954.

Aquele time, liderado por Puskas e recheado de craques, era uma máquina que começava as partidas de forma avassaladora, mas que depois "dormia no ponto" e dava brechas para seu adversário virar, como quase aconteceu diante do Uruguai, na semifinal, e como aconteceu na decisão, contra a Alemanha Ocidental.

Fechando o "pódio das injustiças", cito o Brasil de 1950, com Uruguai levando a Copa na maior zebra da história.

Uma zebra que atormentou Barbosa, sem culpa alguma, pelo resto de sua vida…

Aí, sim, na sequência, podemos colocar o Brasil de 1982 no quarto lugar dos maiores injustiçados da história das Copas.

E não estou querendo com isso tudo, é claro, desmerecer o trabalho de Telê e cia.

Mas é que vejo certo exagero em muitas análises sobre o Brasil naquele Mundial.

Concorda?

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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