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Tévez no Timão seria como colocar TV nova em uma casa caindo aos pedaços

Milton Neves

19/05/2020 04h00

"Volta, Carlitos!".

Vocês, com certeza, se lembram deste bom e velho bordão do meu amigo Chico Lang, até hoje inconformado com a saída de Tévez do Parque São Jorge, em 2006.

Pois é, e o apelo do corintianíssimo comentarista da TV Gazeta voltou à boca da Fiel nos últimos dias.

Isso porque a imprensa argentina passou a informar que Tévez, em fim de contrato com o Boca, poderia pintar no Corinthians no segundo semestre de 2020 (se a questão do coronavírus for resolvida até lá, é claro).

A diretoria do Timão, claro, saiu correndo para negar essa especulação, às vezes para não atrapalhar uma negociação já em andamento.

Mas, internamente, os cartolas alvinegros veem com bons olhos o retorno de Carlitos.

Ídolo da Fiel, serviria como escudo do elenco e de Tiago Nunes, tão cobrados nos primeiros meses de 2020.

Mas vocês sabem quanto ganha Tévez no Boca Juniors?

Aproximadamente 5 milhões de dólares por ano (28,6 milhões de reais na cotação atual).

Ou seja, para seduzir o atacante, o Timão precisaria oferecer um rendimento mensal compatível com os 2,4 milhões de reais que Carlitos ganha no Boca.

E, convenhamos, isso para o clube que fechou o ano passado com o maior déficit de sua história, de 177 milhões de reais, seria uma loucura total.

Seria mais ou menos como uma família que, mesmo sem ter o que comer, compra uma TV nova para a sala.

Prioridades, né, pessoal?

E antes de pensar em comprar qualquer coisa, o Timão deveria considerar a venda do Itaquerão, o maior presente de grego de sua história.

Se mantiver o impagável estádio por mais uns anos, o Alvinegro terá que vender até seus torcedores para honrar com os compromissos.

Certo?

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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