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No quesito 'apito-amigo', o Brasil é o Corinthians das seleções

Milton Neves

27/04/2020 04h00

Qual é o primeiro time que lhe vem à cabeça quando você escuta a expressão "apito-amigo", criada por um tal Milton Neves tempos atrás?

Ah, que perguntinha mais "baba"…

É claro que é o Sport Club Corinthians Paulista, o campeão mundial do apito.

O Flamengo é o vice.

E, nesta mesma linha, que seleção lhe vem à cabeça quando você escuta essa mesma expressão?

Para mim, sem sombras de dúvidas, é a seleção brasileira de futebol.

Gente, é impressionante o quanto o time da CBD e posteriormente CBF historicamente foi beneficiado pelos "homens de preto", seja em amistosos, torneios continentais, eliminatórias ou mesmo em Copas do Mundo.

Não acredita?

Então confira a lista abaixo com alguns dos maiores "roubos" a favor do escrete canarinho:

Pênalti claro de Nilton Santos no duelo entre Brasil e Espanha, famoso lance em que o genial lateral brasileiro dá dois passos para frente, saindo da área e ludibriando a arbitragem, no último jogo da fase de grupos da Copa do Mundo de 1962. A seleção espanhola, que tinha montado um incrível time ao naturalizar Di Stefano e Puskas, precisava vencer para avançar, enquanto para o escrete canarinho bastava o empate. Quando deste escandaloso pênalti, a Fúria vencia a partida por 1 a 0, gol de Adelardo Rodríguez. Ou seja, nesta altura, um gol significaria 2 a 0 e praticamente o fim da linha para o Brasil no Mundial do Chile. E o pior aconteceu na sequência, na cobrança da falta, marcada equivocadamente fora da área por Sergio Bustamante, árbitro local. Após cruzamento, distante de qualquer defensor e em posição legal, Puskas marcou belíssimo gol de bicicleta, estranhamente anulado pela arbitragem. Como explicar? Reparem como Gylmar, conformado com o tento sofrido, busca a bola no fundo do gol. 

Pênalti incrível de Djalma Santos na final de 1962: estava 1 a 1 e o ponta Jelinek, da Tchecoslováquia, ficou inconformado. Escandaloso!

Cotovelada de Pelé (Brasil x Uruguai, na Copa de 1970)

E a "pegada" de Carlos Alberto em Lee, na vitória do Brasil sobre a Inglaterra por 1 a 0 na Copa do Mundo de 1970, não era para cartão vermelho? (No vídeo abaixo, a partir dos 27 segundos) 

No primeiro jogo da Copa de 1986, a Espanha foi mais uma vez operada pelo "apito-amigo" brasileiro. Quando o jogo ainda estava empatado em 0 a 0, Francisco, de fora da área, acertou belo chute contra o gol defendido por Carlos. A bola bateu no travessão e entrou "meio metro". O árbitro fingiu que não viu e o escrete canarinho venceu o duelo por 1 a 0 (no vídeo abaixo a partir dos 47 segundos).

Repare como, antes de sofrer a falta de culminou em seu famoso gol contra a Holanda na Copa de 1994, Branco acertou o rosto do camisa 7 adversário

Na semifinal da Copa de 1994, quando o Brasil eliminou a Suécia após vitória por 1 a 0, o meio-campista Jonas Thern foi expulso após cometer falta para no máximo cartão amarelo em Dunga. Quando do lance, o duelo estava duríssimo e empatado em 0 a 0 (veja no vídeo abaixo a partir de 2m24seg)

O gol de Túlio contra Argentina na Copa América de 1995 dispensa comentários…

Pênalti em Luizão, que estava "quase no meio-campo". Turquia operada em 2002

Ainda na Copa de 2002, o árbitro absurdamente anulou esse gol da Bélgica nas oitavas de final (o lance começa em 1:42)

E esse gol de Luis Fabiano na Copa de 2010, contra a Costa do Marfim?

Viram como no quesito 'apito-amigo' o Brasil é mesmo o Corinthians das seleções?

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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