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Cigarro, a eterna epidemia do mundo!

Milton Neves

07/04/2020 04h00

Os saudosos corintianos Oreco (1932-1985) e Valmir (1933-2014), lateral e zagueiro, respectivamente, na concentração alvinegra na década de 1950

Não custa repetir: "o cigarro nada mais é que um cilindro de papel cheio de fumo com um brasa na ponta e um trouxa na outra", escreveu alguém por aí.

E no mundo do futebol, o cigarro também atrapalhou?

Com toda certeza!

Sobre o assunto, leia a matéria abaixo, publicada por Marcos Júnior Micheletti no Portal Terceiro Tempo:

Muitos tabagistas no futebol. Mesmo assim, o talento driblou a fumaça

Cigarro e futebol nunca foi uma boa combinação, não é mesmo?

Aliás, cigarro e qualquer atividade que se faça, não apenas no esporte, onde isso acaba se potencializando.

Os malefícios são tantos, e tão exaustivamente mostrados nos últimos tempos, que seria até repetitivo falar sobre eles.

E hoje, período em que enfrentamos a terrível pandemia do novo coronavírus, que está vitimando milhares de pessoas em todo o mundo, é mais um momento para que se faça uma reflexão e o cigarro seja realmente deixado de lado, pois um pulmão saudável ajuda muito para quem desafortunadamente contrair o vírus.

Abandonar o vício não é tarefa fácil. Muitas vezes é preciso um grave problema de saúde para que o tabagista consiga superá-lo.

A foto acima, que abre a matéria, mostra os saudosos corintianos Oreco (1932-1985) e Valmir (1933-2014), lateral e zagueiro, respectivamente, na concentração alvinegra na década de 1950. Oreco tem o seu cigarro sendo acesso (com um palito de fósforo) por Valmir. A imagem, aliás, é do arquivo da família de Valmir.

MAGRÃO

Sócrates (1954-2011), por exemplo, no auge de sua carreira, em 1982, deixou o tabagismo de lado durante a Copa da Espanha e só não levantou a taça naquele Mundial porque um certo Paolo Rossi, da querida Itália, país que hoje sofre com tantas perdas humanas, apareceu no caminho do time brasileiro… 

De qualquer forma, o esforço que Sócrates fez naquela Copa, mostrou com tintas ainda mais carregadas todo o talento de que dispunha. 

Eduardo Suplicy, Sócrates, Marta Suplicy, Lula e Adilson Monteiro Alves nos anos 80. O Magrão com seu inseparável cigarro. Foto: Divulgação

CASÃO

Companheiro de Sócrates no Corinthians, atuante no movimento das "Diretas Já" e da Democracia Corintiana, Casagrande não escondia o cigarro, nem mesmo quando posava para fotos. O ex-jogador, hoje comentarista na Globo, enfrentou problemas sérios com drogas, mas felizmente se recuperou.

 

Casagrande, no centro, durante uma pelada e em casa. Fotos: Divulgação

O "CANHOTINHA DE OURO"

Assim como Sócrates e Casagrande, Gérson, o "Canhotinha de Ouro", foi outro craque que jogou pela seleção brasileira e abusou do cigarro, e até foi garoto-propaganda da marca de cigarros Vila Rica, em um bordão que acabou pegando muito mal, o "Eu gosto de levar vantagem em tudo, certo?".

Gérson, o "Canhotinha de Ouro", como garoto-propaganda do cigarro Vila Rica, nos anos 70. Foto: Reprodução

ATÉ O DIVINO?

Uma foto de nossos arquivos, da seção "Que Fim Levou?", mostra um momento pouco conhecido, de Ademir da Guia com um cigarro na mão. Ele aparece junto ao repórter Nelson Elias (1931-2013) e de Toninho Guerreiro (1942-1990), também fumando.

Toninho Guerreiro e Ademir da Guia recebem o prêmio "Chuteira de Ouro", em 1966. Detalhe: os dois estavam fumando. No centro, o repórter fotográfico Nelson Elias (matrícula no sindicato número 1.328), ex-Folha de S. Paulo.

CAMISA 5 DO PEIXE

O genial Zito também parecia fumar "socialmente". Pelo menos é o que denota sua imagem em um jantar garboso nos anos 60, com a delegação do Santos Futebol Clube.

Segurando o cigarro entre os dedos da mão esquerda, Zito lê algo ao lado de Pepe e Toninho Guerreiro, em jantar do Santos Futebol Clube. Foto: Divulgação

O PRIMEIRO LULA FAMOSO

Falando em Santos Futebol Clube, vale o também vale registrar Luíz Alonso Peres, o Lula, treinador que marcou época à frente do time da Vila Belmiro por 12 anos, entre 1954 e 1966. No banco de reservas, embora o time santista não provocasse grandes sustos, ele relaxava tragando seu cigarro…

No banco de reservas do Santos, da esquerda para a direita: professor Júlio Mazzei, Dr. Ítalo Consentino, Antoninho Fernandes, o técnico Lula (com seu cigarro) e os massagistas Macedo e Beraldo

O "FOLHA SECA"

Um dos mais habilidosos meias brasileiros, Didi (1929-2001) também fumava seu cigarro, hábito que mostrou-se mais frequente em seus tempos de treinador. Aliás, como treinador, Didi ocupou este cargo na Copa de 70, à frente da seleção peruana.

Didi, então treinador, deveria ficar tenso por não conseguir ver jogadores tão talentosos como ele… Foto: Divulgação

PERSONAGEM DE FILME

O polêmico Heleno de Freitas (1920-1959), que tornou-se personagem de filme em 2012, estrelado por Rodrigo Santoro, teve muitos problemas ao longo de sua carreira. O talentoso atacante do Botafogo-RJ fazia muito sucesso junto ao público feminino e, na época, o cigarro era um elemento de charme.

De pijama, provavelmente na concentração do Botafogo, Heleno empunha o isqueiro para acender mais um cigarro. Foto: Reprodução

ARTILHEIRO SÃO-PAULINO

Gino Orlando, um dos primeiros grandes ídolos do São Paulo Futebol Clube, também gostava de dar uma pitadinha. A foto abaixo foi tirada no Morumbi, com Gino já aposentado. 

ESTRANGEIROS

O brilhante meia holandês Johan Cruyff (1947-2016), principal astro do chamado "Carrossel Holandês" na Copa de 1974, vencida pela Alemanha, com o time laranja sendo vice-campeão, fumou muito ao longo de sua vida, o que acabou lhe custando um sofrido câncer de pulmão, que o levou aos 68 anos.

Cruyff, atrás de uma cortina de fumaça no vestiário da seleção holandesa. Foto: Divulgação

O argentino Diego Armando Maradona, que assim como Casagrande enfrentou muitos problemas com drogas, costumeiramente mostrou seu gosto pelos charutos. Amigo do ex-presidente cubano Fidel Castro (1926-2016), Maradona apareceu muitas vezes fumando seu charuto cubano até mesmo à beira de campo.

Maradona, então treinador da seleção argentina, tragando seu charuto cubano. Foto: Divulgação 

DISCRETOS

Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos,  que foram companheiros de clube no Real Madrid e conquistaram a Copa de 2002, não eram habitualmente vistos fumando. Mas, os chamados paparazzi não perdoavam, e algumas vezes eles foram flagrados. Aliás, naquela seleção de 2002, o goleiro Marcos também era outro do time dos fumantes.

Sem que percebessem Ronaldo e Roberto Carlos foram flagrados fumando. Fotos: Divulgação

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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