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O Corona já goleia a bola!

Milton Neves

24/03/2020 14h15

O futebol era pobre.

E brilhante, romântico, puro e sadio.

Pelé em 1959 ganhava o proporcional a US$ 1.250 por mês.

Imaginem…

Mas "levava" mais 5% das quotas dos amistosos que o Santos cobrava por jogo no exterior.

Mais US$ 1.000, módicos para padrões de hoje.

Dinheiro de pinga diante dos bilhões em ouro puro que se paga atualmente.

Hoje, paga-se demais, não apenas nos países ricos como Alemanha, Inglaterra, França, Espanha, Itália…

Como também e principalmente nos cantões folclóricos da bola da Ásia, Oceania, Oriente Médio…

E até em um certo Brasil.

Certo, Flamengo?

Certo, Palmeiras-Crefisa?

Ué, mas "sartei de banda", "campei na marva e o que será o fim disso?", exclamamos no Sul de Minas!

Pois o recado e o fim dessa orgia já chegaram na esteira do vírus chinês – sim, senhores – também para o futebol.

O que a China, que jamais aprenderá a jogar futebol, paga por semana para jogadores e técnicos, médios ou ruins, é uma vergonha diante de tanta pobreza no mundo.

China que é Pelé em grana e vírus e perna de pau na bola e na transparência.

Nada contra o dinheiro, é claro.

Sem hipocrisia, já ganhei e ganho muito bem, muitíssimo além para o tamanho do meu bico e de minhas aspirações, lá atrás.

Mas, vem cá, a pirâmide um dia iria desabar.

E desabou.

"Quem guardou, guardou, quem não guardou não guarda mais!", como diria Haroldo Fernandes, célebre narrador da Rádio Tupi de São Paulo.

É que o futebol pós-Coronavírus agora será outro.

Já está sendo, parodiando lúcidos, coerentes e eventuais ou péssimos ex-observadores em inatividade.

Sim, em inatividade técnica.

Temos gente de todo jeito nas redes sociais.

Pois, antes que a bola acabe de murchar de vez, que clubes, TVs, patrocinadores e jogadores, já podres de ricos, se unam na dificuldade e vamos ganhar menos.

Que o futebol copie os grandes jornais do Brasil, que se deram as mãos.

Brilhante!

Espetacular!

União e desapego ao dinheiro pós-Coronavírus, moçada, já!

Sob pena de logo faltar lugar em meu épico e único "Que Fim Levou?" para jogadores, clubes, patrocinadores e até para queridos colegas esportivos, felizes ou dráculas.

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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