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Que seus netos não sejam mesquinhos como muitos de vocês

Milton Neves

20/03/2020 17h30

Justamente, tudo parado no mundo da bola.

E não poderia ser diferente.

Mas a mídia esportiva até que tem se saído bem neste período de crise envolvendo o maldito Coronavírus, com emocionantes reprises e bons debates.

Inclusive, teremos "Terceiro Tempo" domingo (22), às 18h, na tela da Band.

Ah, e a crise é gravíssima, como cansei de avisar em todas as minhas tribunas, mas poucos me deram ouvidos.

Paciência…

E, claro, pessoal, a gente fica muito assustado com todo esse bombardeio de péssimas notícias.

Estar confinado em casa piora a situação, pois não podemos nem dar uma volta na vizinhança para arejar os pensamentos.

Bom, e além das inúmeras mortes causadas pela Covid-19, outros dois pontos estão me chateando muito.

O primeiro é que tenho percebido que teremos tantos falidos quanto falecidos durante esse período de crise.

Quando tudo isso passar, além de chorarmos por nossos mortos, derramaremos também muitas lágrimas por nossos desempregados.

E, em segundo lugar, um pensamento para lá de absurdo que cansei de ler de jovens mesquinhos por aí em redes sociais.

"Ah, essa gripe não é nada, só mata velho ou quem já está doente".

E falam isso como se uma pessoa de idade ou com enfermidade grave estivesse em um paredão de fuzilamento à espera de uma bala na cabeça.

Como quem fala ou escreve esse tipo de coisa pode ser tão cruel?

Não tem um pai, uma mãe, um avô ou uma avó na terceira idade?

E isso me revolta porque sempre tive muito apreço pelos velhinhos.

Não à toa criei a seção "Que Fim Levou?" do Portal Terceiro Tempo, onde conto histórias de quem tem muita história para contar.

Ah, e antes que alguém faça algum tipo de insinuação, esse exemplar trabalho, que toco juntamente com minha equipe de jornalistas, não me traz retorno financeiro.

Usar os preciosos minutos que tenho na mídia para falar de "jogador véio" foi o modo que encontrei para retribuir o norte que eles deram na minha vida, no final dos anos 60 e início dos anos 70, quando estava pulando de galho em galho, de concurso em concurso.

Ah, se não fossem os craques do passado eu estava "afunhanhado", podem ter certeza.

E vocês precisam ver como eles são gratos e têm sede de viver.

Eles não acordam todos os dias, como muitos de vocês jovens imaginam, à espera da morte.

Eles esperam, sim, um pouco de atenção e de gratidão por tudo que já fizeram por vocês!

Cuidemos dos nossos velhinhos, pessoal.

E que seus netos não sejam mesquinhos como muitos de vocês!

Imagem de partir o coração que tem circulado pelas redes sociais

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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