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Milton Neves

Torcida não deixou Felipão 'contrair' Colo-Colo. Sorte do gaúcho!

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Milton Neves

02/03/2020 14h31

Durante o Carnaval, pipocou para todo lado a informação de que o Colo-Colo, do Chile, estaria interessado na contratação de Luiz Felipe Scolari, desempregado desde setembro do ano passado, quando deixou o Palmeiras.

E, pelo andar da carruagem, o acerto estava mesmo muito próximo.

No entanto, um grande mal-entendido esfriou a negociação entre o treinador do 7 a 1 e a equipe chilena.

Sim, um mal-entendido.

É que esse papo de que Felipão "elogiou" e "apoiou" o sanguinário Augusto Pinochet (1915 – 2006) é grande balela.

A declaração em questão foi dada durante uma edição do Jornal de Esportes, da Jovem Pan, em 1998.

Eu apresentava a atração, que contava naquele dia com a presença de Scolari.

Em determinado momento, o excelente Luís Carlos Quartarollo perguntou a Felipão sobre a então efervescente situação política do Chile, onde o Palmeiras jogaria dentro de alguns dias pela Libertadores.

E Felipão respondeu que política e futebol não deveriam se misturar, portanto, que não temia enfrentar problemas no país.

Quartarollo insistiu no assunto, abordando também o período em que os chilenos foram comandados pelo ditador Augusto Pinochet, de 1973 a 1990.

Scolari então comentou sobre todos os absurdos cometidos por Pinochet, mas ressaltou que a economia do país não estava tão ruim graças aos bons membros de sua equipe econômica, os "Paulos Guedes" chilenos.

Por isso ele disse que o sanguinário ditador "fez muita coisa boa também".

Mas, sabem como é, o pessoal costuma extrair apenas o que convém da declaração e tirar de contexto.

Ou seja, Felipão jamais usou o sucesso econômico do regime para justificar as barbaridades cometidas no Chile durante a ditadura.

Bom, Scolari, mas eu acho que você tem é que dar graças a Deus por esse mal-entendido.

O Colo-Colo não é compatível com o seu tamanho no futebol.

Curta mais um pouquinho desse período sabático que logo, logo algo melhor pintará por aí.

E aproveite a bola pingando, Felipão, e berre a plenos os pulmões um MUITO OBRIGADO a quem te colocou na seleção em 2001 e te deixou trilionário e na história de 2002.

Ingrato até morrer?

Vai levar para cova?

E, enquanto isso, Augusto Pinochet, merecidamente, seguirá nadando no tacho do capeta.

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.