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Blog do Milton Neves

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2019: o ano rubro-negro do Brasil

Milton Neves

22/11/2019 17h31

O Athletico Paranaense viveu o melhor momento de sua vida.

O Sport do Recife, único campeão brasileiro de 1987, voltou para seu lugar na Série A.

O Atlético-GO teve heroico empate quinta-feira com dois gols nos minutos finais em Pelotas-RS e também pode retornar.

E o hexa do Flamengo?

Bom, o Flamengo é um caso à parte.

Sacudiu o futebol brasileiro como há muito não se via, consagrou Jorge Jesus e tem sido notícia no mundo inteiro.

Lembrou a nossa seleção brasileira quando tínhamos o melhor futebol do mundo.

Ainda pagou suas dívidas e conseguiu uma diretoria mais do que eficiente, algo raro há séculos na Gávea.

Poderia ter sido ainda melhor?

Claro que sim!

Bastava não ter tantos times ruins ou péssimos como "adversários" no Brasileirão de imbecis e deficitários pontozzzzz corridozzzzz.

E essa final da Libertadores-2019 não poderia acontecer em um só jogo.

Ainda com o rodriguiano complexo de vira-latas, a CONMEBOL, entidade de série B ou C, copiou essa bobagem europeia de jogo único, privando as torcidas dos finalistas de verem a decisão em casa.

Ora, também nisso antigamente era muito melhor.

Santos x Peñarol, em 1962, e Santos x Boca Juniors, em 1963, foram as maiores e mais empolgantes decisões da Libertadores.

Eram clássicos como Real Madrid x Barcelona, até recentemente.

Um "recentemente" de uns 10 anos seguidos.

Decisão é assim na base de ida e volta, um lá outro cá, o legítimo e maravilhoso mata-mata.

Como Santos x Benfica, em 1962, e Santos x Milan, em 1963, nos verdadeiros Mundiais de Clubes.

Mas não, marcaram a decisão da Libertadores para o Chile que dificilmente seria finalista com seus times nota 3,87.

E ainda deram azar com o país andino em pé de guerra e não tiveram a sensibilidade de aproveitar a bola pingando na pequena área com o goleiro caído e insistiram no erro, marcando o único e burro jogo final para o "nada a ver" do Peru.

Já imaginaram Flamengo e River Plate jogando em Núñez e no Maracanã?

Isso sim seria decisão, com Rio de Janeiro e Buenos Aires sendo as capitais do futebol do mundo por quase um mês.

Afinal, são cidades dos países de Pelé e Maradona, os dois maiores da história.

De qualquer forma, parabéns pela festa de Lima, mas que poderia ter sido infinitamente maior se os cartolas não fossem tão tacanhos.

Tacanhos e complexados, copiando esse tal jogo único da UEFA.

Ah, e viva o Flamengo, hexa campeão brasileiro de 2019.

Sim, nada de hepta, porque 1987 foi, é e sempre será só do Sport Club do Recife.

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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