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Briguentos, não usem 'nazismo' e 'câncer' como argumento de guerra política

Milton Neves

17/07/2019 11h00

Campo de concentração em Auschwitz: uma das fotos mais tristes da história

Faz tempo que combato essas duas palavras em qualquer que seja o debate: "nazismo" e "câncer".

E, como esses dois termos infelizmente voltaram à tona nos últimos dias nas redes sociais na nossa interminável "guerra política", compartilho com vocês um trecho de meu editorial do dia 12 de outubro de 2018.

Naquela semana, o confronto entre Bolsonaro e Haddad no segundo turno da eleição presidencial tinha acabado de ser definido, e muitos integrantes da mídia insistiam em classificar o então candidato do PSL como "nazista".

Acompanhem abaixo o meu raciocínio:

E mais do que outra mentira é a maluquice pavorosa e cafajeste de se chamar Bolsonaro de "fascista" e de "nazista", o que é muito pior.

Primeiro que o povão nem sabe direito o que é "fascismo" e, por outro lado, ninguém no mundo merece ser chamado de "nazista", em qualquer situação.

Chamar alguém de "nazista", exceção ao maldito Hitler e todo o seu time, é tão absurdo e injusto quanto imbecil e "jumentístico" você definir qualquer pessoa que o desagrade como "um câncer".

E ouve-se para todo lado que fulano é "um câncer" disso ou daquilo no dia a dia do planeta.

Gente, o câncer é uma doença maldita, cruel e resistente que semeia tristeza e desespero no mundo inteiro dizimando famílias e esperanças.

Ora, se você não gosta de quem quer que seja, chame-a, talvez, de "incompetente", "chata", "puxa-saco", "maquiavélica", "lobista crônica", "burra", "mala", "preguiçosa", "igrejeira", e até de "péssimo exemplo", mas nunca de um "câncer".

E igual ou pior ainda é ser chamado de "nazista".

O nazismo foi o suprassumo da maldade desumana perpetrado pelo maior demônio não abstrato, mas de carne, osso e bigode, que foi Adolf Hitler, o pior homem que pisou na Terra.

Sim, você já leu muito sobre isso e já viu fotos e vídeos das "Fábricas de Matar Judeus e Minorias" que Hitler montou nos anos 40 na Europa.

Aliás, ele queria "matar o mundo", deixando "só os loirinhos".

Mas uma coisa é ler e ver "de longe" a maldade nazista e outra é conhecer de perto o "Museu do Holocausto" de Jerusalém e de Nova York e o que restou dos campos de extermínio de Auschwitz, Birkenau e Monowitz, na Polônia.

Mais uma foto de Auschwitz: revoltante!

Galpões no campo de concentração de Auschwitz, em foto mais recente

E mais pavoroso ainda, e de chorar, foi ouvir, em detalhes, por horas, e dias, em muitas sextas-feiras na top sauna de relaxamento de meu clube, A Hebraica, o relato de três sobreviventes de Auschwitz, dos quais me tornei amigo.

Todos "marcados" na pele como gado pelos seus "números de inscrição" para a "mensal contabilidade perversa" do demônio Adolf Hitler.

Foi ali por 1985, quando me tornei sócio de "A Hebraica" e os conheci.

E quando volto lá, como sócio há 33 anos, penso e sinto falta deles.

O jornalista Milton Neves no clube A Hebraica, em São Paulo, no dia 23 de maio de 2013

Hoje os três moram no céu, mas aqui na Terra, como outros sobreviventes do holocausto, ensinaram a muita gente, e a nós da "plateia" de nosso clube, a jamais chamar alguém de "nazista".

"Porque só quem viveu de perto a 'Era Hitler', e esteve em um campo de concentração, tem a exata dimensão do tamanho da ofensa e injustiça ao ser chamado de 'nazista', o pior palavrão inventado na Terra e no inferno".

E tudo isso não é, não foi e jamais será "fake news".

Peço que os brigões das redes sociais leiam e reflitam.

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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