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Alô, PSG, bote o Neymar no barranco!

Milton Neves

12/07/2019 17h00

Foto: Divulgação

Sim, seria um bom corretivo.

Afinal, o "menino arteiro" não teve um rabo de tatu ou uma vara de marmelo a endireitá-lo lá atrás.

Mas sempre é tempo e esse trilionário puxão de orelha poderia resgatar para o futebol o único craque brasileiro – mas craque mesmo – que temos jogando no Brasil ou no exterior.

Falta rédea curta para Neymar ser ainda escalado no melhor Santos FC da história ou em qualquer seleção brasileira do passado, penso.

E como os árabes, donos do PSG e do "passe" de Neymar, têm mais dinheiro do que areia em seus desertos, bem que eles poderiam assustar nosso malquisto Pelezinho com uma temporada no… barranco!

Barranco?

O que é isso?

É "literatura esportiva" do meu Sul de Minas quando o jogador vai para a… reserva ou para o banco.

Até hoje temos campinhos por lá em que os suplentes ficam sentados em "saliências laterais" próximas do campo de jogo.

No Rio Grande do Sul o "barranco" é casamata, enquanto no Rio de Janeiro o craque afastado é chamado de "barrado".

Tudo sinônimo de ex-titular que vira "opção do treinador" ao ir para o banco de reservas.

E o "barranco" do futebol do interior de Minas nunca foi usado só para jogadores suplentes, mas também para a "multidão" sedenta por ver um jogaço inesquecível.

Lotada a arquibancadinha, o povão subia nos barrancos e até em árvores.

Nos anos 60 os quatro grandes do Rio faziam pré-temporadas em Poços de Caldas e jogavam em nossas pequenas cidades do Sul de meu Estado com renda revertida para a prefeitura da "Rainha da Lua de Mel do Brasil" que bancava a hospedagem de Vasco, Fla, Flu e Botafogo.

O Botafogo então lotava tudo, até barrancos e árvores.

À esquerda, Zagallo e Puskas, em foto tirada por ocasião da visita do Botafogo à cidade de Machado-MG em 1958. À direita, Diango, Garrincha e Puskas

Afinal, quem ia deixar de ver Zagallo, Garrincha, Didi (vejam o joelho esquerdo dele) e até o jovem fotógrafo Armando Nogueira, de óculos?

Zagallo, Armando Nogueira, Garrincha, Oldemário Touguinhó e Didi

Como no jogo em Machado, em 1958, pós-Copa da Suécia, em que o Botafogo goleou por 7 a 1 jogando com Jorge, Manga, Cacá, Zé Maria, Pampolini e Chicão. No ataque, Garrincha, Didi, Genivaldo, Quarentinha e Zagallo.

Já o Vasco fez 6 a 0 em Alfenas com Ita, Paulinho, Dario, Laerte, Orlando e Coronel; Wanderley, Javan, Wilson, Waldemar e Pinga.

As fotos-relíquias são do hoje dentista aposentado Dr. José Lélio Milani de Moura, o Puskas, sósia do maior futebolista da história da Hungria e grande ídolo do Real Madrid.

Ele é o último agachado ao lado do mascote Mauro Beting e de Garrincha, Zé Mirto, Didi, Pedroso, Zagallo e do pessoal do barranco.

E agora vejam como está o Dr. Puskas, que em 2010 ajudou a salvar a vida do craque Neto, que passou mal na Arena da Baixada em jogo promocional de Colchões Gazin.

O Neto, magrinho, quase infartou naqueles quase 40°C.

À esquerda, Puskas e Milton Neves, em 2013. À direita, você confere o Craque Neto sendo socorrido pelos médicos da Arena da Baixada, em 2010. Puskas ajudou nos primeiros socorros

Enfim, minha gente, hoje falei e expliquei o que significa "barranco" no idioma "caipirês" e "mineirês".

E o "barrancol" pode ser um santo remédio para curar de susto nosso Neymar, o já número 1 do mundo em "ojeriza consagrada".

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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