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Brasil goleia o Peru. Não importa, fora Tite!

Milton Neves

22/06/2019 18h00

Foto: CBF/Divulgação

Peru 0 x 5 Brasil.

Estava tão na cara que Everton Cebolinha deveria ser o titular da seleção brasileira, mas tão na cara, que apenas uma pessoa, até hoje, não enxergava isso: Adenor Leonardo Bachi, o Tite.

Essa teimosia é impressionante!

Com o perdão do trocadilho, Cebolinha era mesmo o tempero que faltava neste time nota 5,27 de Tite.

E depois de o atacante gremista mostrar o quanto é bom, entrando no decorrer dos jogos, começou como titular diante do Peru. E, além de fazer o seu gol, devolveu aquela alegria que tínhamos vendo pontas de verdade, partindo pra cima, arriscando chutes, levantando os presentes à Arena de Itaquera.

Em 31 minutos de bola rolando, dominando amplamente as ações, o time canarinho definiu sua passagem à próxima fase da Copa América, com gols de Casemiro (de cabeça), Firmino (após lambança do goleiro) e Cebolinha, driblando, puxando para a direita e batendo de fora da área.

Jogador precisa perder o medo de driblar e de chutar, embora eu desconfie que eles são tolhidos desta naturalidade pelos seus "professores".

Mas é apenas uma desconfiança…

Guerrero, jogando em "sua casa", herói corintiano no Mundial de Clubes, não viu a cor da bola.

Com um cartão amarelo recebido, acabou sendo substituído no começo da 2ª etapa, logo após o quarto gol brasileiro. lindo gol por sinal, de Daniel Alves, que recebeu passe de Firmino.

Willian, que entrou no lugar de Phillipe Coutinho, mais uma vez apagado, bateu o último prego, fazendo o quinto tento brasileiro.

Já Gabriel Jesus, o "Jejum da Copa de 2018", jogou os 90 minutos e não conseguiu marcar o seu, mesmo tendo a chance em uma cobrança de pênalti. Bateu mal e desperdiçou. E mesmo com a incumbência de apenas ser centroavante, diferente daquilo que fez na Rússia, quando passou todos os jogos marcando os zagueiros, não é mesmo, Tite?

Este talvez tenha sido o erro maior de um treinador de seleções em mundiais.

Afora esse, teve o de Cláudio Coutinho em 1978, colocando Edinho (que era quarto-zagueiro) como lateral-esquerdo.

Mas o finado treinador corrigiu a bobagem a tempo, e no terceiro jogo da Copa na Argentina já colocou o saudoso Rodrigues Neto, que era da posição.

Bom, falando na Copa de 78, a seleção peruana de hoje só não estava mais "desanimada" que aquela que foi goleada para a Argentina. Lembram?

Mas a de hoje foi apenas ruim mesmo, o que facilitou as coisas para o Brasil.

Agora é "mata-mata".

Vamos ver se essa vitória foi apenas "fogo de palha" ou o time engrena.

O adversário será conhecido apenas na segunda-feira. Poderá ser a Argentina.

Caso a seleção brasileira não passe, talvez a próxima vez que Tite dirigirá uma equipe de futebol seja na mesma Arena de Itaquera, pelo Timão, no lugar de Carille, que está arrumando as malas para outro passeio/trabalho pelo futebol árabe…

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Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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