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Nada supera a Seleção e o Corinthians

Milton Neves

18/06/2016 09h32

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Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Tite foi embora para a Seleção e você leu 200 mil vezes aqui que isso aconteceria.

"Basta demitir o Dunga que Tite assume. Ético, não aceita nem discutir o assunto existindo um treinador no cargo, mas morre de vontade de atingir o ápice de sua carreira".

Foi o que me disse ao vivo na Band News FM no Mercado Municipal em 25 de janeiro de 2012.

Não deu outra e o resto é conversa mole.

Agora é torcer e apostar em seus conhecimentos, em seu raro tato para o trato com os jogadores, em sua estrela de ganhador e por seu poder de iluminar e higienizar ambientes.

Trata-se de um sujeito confiável, especial, vencedor e que apareceu em rede nacional pela primeira vez em agosto de 2000, no emblemático "SuperTécnico" da Band.

Se ele agora não der jeito é porque hoje somos mesmo de Série B.

Assim, já temos Neymar, um general em campo e recruta zero na internet, o melhor treinador, o Marcelo e o Thiago Silva, se deixar a soberba de lado.

Sim, ainda falta muito.

Mas com Dunga estava faltando tudo.

Ah, mas Tite assinou manifesto contra Del Nero, aliás, como todo mundo é!

Assinou sim, assim como a então grande estrela Osmar Santos aprovou e vistou aquele ousado, livre, mas triste e lamentável manifesto político pró-Maluf contra Suplicy na eleição pela prefeitura de São Paulo em 1992.

"Assinei sem ler, fui manipulado", afirmou Osmar mil vezes, à época "avoado" e envolvido em "trocentas" atividades jornalísticas, esportivas, publicitárias e políticas.

Trabalhei por muitos anos com Osmar Santos, a quem hoje muito encontro no Shopping Frei Caneca.

Tite não foi manipulado, mas entrou na onda, creio, porque tinha e tem mesmo esta opinião e deve ter sacado que aquilo poderia ser mais um degrau para que ele chegasse até seu sonho, a seleção.

Oswaldo de Oliveira, ainda neste campo dos "manifestos", oportunistas ou não, entrou de gaiato indo visitar Lula, logo após sua primeira eleição para presidente.

Ao lado de ditos notáveis, Oswaldo integrou a bem-intencionada comitiva esportiva até o Planalto quando se pretendia entregar ao novo presidente o que seria a salvação de nosso futebol.

O encontro, óbvio, saiu na TV, Ricardo Teixeira viu e descartou para sempre Oswaldo de Oliveira que, à época, era o Felipão-2001 e o Tite-2016.

Tonto também foi Muricy Ramalho, que seria o técnico da Copa de 2014.

Já "empossado", refugou, mesmo com a ESPN flagrando o "acerto" dele com o Ricardo Teixeira no Jóquei Clube do Rio.

"Ricardo Teixeira falou tudo para Muricy, menos quanto ´nós vamos` ganhar por mês", ouvi de um simplório assessor do atualmente afastado treinador.

Ora, ponderei a ele ao telefone, como no ar, que salário (de R$700 mil!!!) era o de menos diante do que o cargo agregaria de valor à marca internacional de Muricy, além de dezenas e dezenas de contratos publicitários pré-Copa e durante o Mundial.

Ficou no Fluminense, foi mais tarde demitido e perdeu o bonde da história.

Resultado: Mano ganhou o cargo, mas Felipão ficou com tudo: o "contratão", Copa "fácil" de ganhar em casa, garoto-propaganda de mil marcas, gorda indenização e o "fantástico" e histórico 7 a 1 da Alemanha como doído "troco" que apagou 2002 de seu currículo.

Moral da história: convite da Seleção Brasileira não se recusa, para treinador e jogador.

Seja quem for o presidente de plantão na CBF!

Enquanto ela existir – e já deveria ter acabado – e enquanto Del Nero for presidente – e já deveria ter saído -, não haverá outro caminho ou jeito para um treinador atingir o topo de sua carreira.

E o contrato de Tite, que andou demorando um pouquinho, foi só para que salvaguardas fossem devidamente "datilografadas".

Nem precisava, ninguém manda no gaúcho Tite, como ninguém manda na baiana Tia Eron.

Força, Tite, e que o Corinthians inove em sua substituição, evitando medalhões e apostando em novidades boas como Fernando Diniz, Argel, Sylvinho ou Eduardo Baptista.

Se chamado mesmo, como Tite, o novato aceitará porque o Corinthians é a Seleção Brasileira dos times, queiram ou não.

OPINE!!!

Sobre o autor

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

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